sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Os melhores álbuns de 2009 - Parte 1

Confesso que este ano ouvi muita música de outras décadas e pouca de 2009, por isso não foi fácil fazer esta lista. Mas aqui vai a primeira parte (a segunda ainda estou a escolher a ordenação):

20. Clark – Totems Flare

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Quando a electrónica está incorporada em todos os géneros musicais, é cada vez mais raro encontrar álbuns "apenas" de electrónica dignos de registo. Este é sem dúvida um desses álbuns, mesmo que não se aguente a grande nível até ao fim.

Nota: não, não encontrei vídeo melhor…

19. Converge – Axe To Fall

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Misturas de punk hardcore e metal estão longe de ser novas mas descargas de energia tão eficazes já são mais raras. E enquanto o ritmo é alto, os Converge são imparáveis, infelizmente os momentos mais lentos são bastante mais desinteressantes.

18. Linda Martini – Intervalo

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Qualquer edição "menor" dos Linda Martini é digna de registo. "Intervalo" é um mini-álbum ao vivo em estúdio com participação activa do público. Para não nos esquecermos qual é a melhor banda portuguesa actual, ainda por cima numa edição gratuita do "Optimus Discos".

Nota: em vez de um vídeo, que tal ouvirem o álbum complecto ou fazerem o download legal?

http://www.optimusdiscos.com/discos/intervalo

17. The Decemberists – Hazards Of Love

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Não consigo ouvir esta mistura de folk com rock progressivo sem me lembrar dos Jethro Tull. Quando é bom, é alguma da música mais entusiasmente do ano. Infelizmente tem alguns momentos menores que quebram o ritmo do álbum.

16. Flaming Lips – Embryonic

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O álbum onde os Flaming Lips voltaram a ser os Fearless Freaks. 70 minutos caóticos, dificeis de "entrar", sem destaques individuais. No entanto, como álbum (e ao fim de algumas audições), todo o caos faz sentido.

Nota: o vídeo que se segue está recheado de nudez e hippies. Estão avisados :P

http://www.nme.com/video/bcid/49582897001

15. Três Cantos – Ao Vivo

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Gravação da reunião histórica de três figuras maiores da música popular (e de intervenção) portuguesa. Para além da nostalgia, uma prova da sua relevância actual.

14. Sara Jarosz – Song Up In Head

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Álbum de bluegrass por uma virtuosa da guitarra e do banjo com 18 anos. E 11 originais muito muito bons, a provar talento para além do virtuosismo instrumental. E quem é que resiste a um bom solo de banjo ou violino "country style"?

13. Fuck Buttons – Tarot Sport

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Música electrónica não dançável e ruidosa. Nem toda a gente terá a paciência para digerir os lentos crescendos das várias músicas que rondam os 10 minutos, mas quem o faz ouve faixas épicas e verdadeiramente hipnóticas.

12. K'naan – Troubador

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Sim, é um álbum de rap "leve", mas consegue o feito mais raro num álbum do género: não tem uma única música má. O facto de deixar de lado o "gangsta rap" e centrar-se as letras a vida entra a América e África (particularmente a Somália) é mais um ponto a favor.

Nota: o vídeo tem algumas imagens rápidas mas fortes. Nada muito explícito mas é só para não serem apanhados de surpresa.

11. Norberto Lobo – Pata Lenta

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Um álbum só com uma guitarra acústica não deveria ser tão bom. Mas este álbum tem a duração certa (34 minutos) e evita erros típicos: nunca se transforma nem em música ambiente nem em exibicionismo.

 

O resto da lista fica para breve.

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