10. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix
Pop, pura e simples. Talvez o álbum mais fácil de deixar em repeat de todos os lançados este ano, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Lisztomania é sem dúvida uma das músicas mais viciantes do ano.
9. Sunset Rubdown – Dragonslayer
Outra vez pop, desta vez na vertente hiperactiva. Musicas na sua maioria de 5 ou 6 minutos com múltiplas secções em vez dos versos-refrão habituais. E viciante, muito viciante.
8. Yeah Yeah Yeahs – It's Blitz
Não era fã dos Yeah Yeah Yeahs, principalmente porque acho os álbuns cansativos. Desta vez começam de forma arrasadora (Zero e Heads Will Roll são das melhores músicas de dança do ano) mas, quando o álbum acalma, a qualidade mantém-se alta.
7. David Sylvian – Manafon
O que mais impressiona nestas novas "músicas" do imprevisível David Sylvian é o impacto que um cenário tão minimalista e tão pouco musical (apenas a voz sobre fundos electro-acústicos largamente improvisados). Não é minimalista: mesmo os silêncios são parte essencial da composição.
6. And So I Watched You From Afar - And So I Watched You From Afar
O rock instrumental raramente aguenta a duração de um álbum. A diferença aqui é o nível de energia sempre elevado (não há aqui progressões calmo-pesado) e a noção dos limites: quando algo se vai tornar cansativo, ou acaba ou aparece uma novidade. O exemplo mais radical disso é a excelente "Don't Wast Time Doing Things You Hate".
5. Aquaparque – É Isso Aí
Pop experimental, de vozes processadas sobre batidas dessincronizadas, muita electrónica e sons aparentemente desconexos. Mas, como raras bandas portuguesas (Três Tristes Tigres eram um deles) conseguem soar ao mesmo tempo diferentes, desafiantes e fixar no ouvido as melodias mais estranhas. O melhor álbum português do ano!
4. Fever Ray – Fever Ray
Ambiental, electrónico e muito dark. É um álbum estranho, principalmente nas primeiras audições, mas há algo sedutor que pede novas audições. Quando entra melhor no ouvido soa quase a uma Bjork gótica, um álbum onde os elementos mais estranhos são os que mais ficam na memória e com uma prestação vocal (não é voz porque esta está quase sempre alterado digitalmente) quase perfeita.
3. Bill Callahan – Sometimes I Wish We Were An Eagle
Um álbum de cantautor muito muito próximo da perfeição. Começa pelo excelente som, quente mas pormenorizado e pelos arranjos, que vão para além da guitarra e estão mais próximos de uns Tindersticks. Mas o mais impressionante são as letras e a voz grave que agarra a etenção logo na primeira frase.
2. Dinosaur Jr – Farm
Do inicio ao fim, rock ruidoso (à anos 80), melodias pop e solos de guitarra explosivos. Não é um regresso ao passado pois estão melhores que nunca. Apesar de todas as músicas manterem o som de marca (guitarras ruidosas, voz frágil) cada faixa tem uma identidade própria. Chega-se ao fim com os ouvidos a zumbir mas a querer repetir. E estes são mesmo os solos de guitarra do ano!
1. Kylesa – Static Tensions
Num ano em que bandas do mesmo movimento como Mastodon ou Baroness lançaram álbuns menores (na minha opinião, que não parece ser a da maioria), os grandes vencedores foram os Kylesa. Dois bateristas, três vocalistas e 40 minutos sem uma nota desperdiçada. A lembrar os "velhos" Neurosis, metal agressivo, desafiante e, principalmente, viciante do início ao fim. E que melhora cada vez que se ouve...









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